quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Confissões

Não me engano demasiado com as balburdias do amor
Da dor, quando está afastada não a procuro
Quando a tenho presente não me esquivo
Mas também estou sempre preparada  para dela me abster

Talvez me engane

A própria razão que em mim existe, de tal maneira se esconde, e eu mesmo me contesto
Nestas trevas deploráveis que me rodeiam, quando meu espírito interroga a si mesmo, julgo que não devo acreditar tão facilmente em se por desconhecer na maior parte os mistérios desse sentimento.

O que é ele então?

Interrogo todas as coisas que minha memória é capaz de reconhecer, para fazer tal referência.
E nada se  apresenta como resposta.

O que eu sou?

Ora, sou humana

O que sei de mim?

Sei que amo e isso é tudo.
Onde brilha para a minha a uma luz que nenhum espaço contém
Onde ressoa uma voz que o tempo não arrebata...
A sofreguidão? Que o vento espargue..
Eis o que amo!

Ah! Que então a misericórdia do amor que em mim existe rompa minha surdez, afugente minha cegueira.
E se é do amor em sua essência,  não abandonar a obra começada, aperfeiçoe o que em mim há incompleto..

    Desirée Mattos Almeida